Nova Liga da Justiça: 6 Heróis Contra o Flash em 2026

A DC reuniu Arqueiro Verde, Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Caçador de Marte e Red Tornado numa nova Liga da Justiça formada no Monte Everest com um único propósito: conter Wally West, que se tornou uma ameaça descontrolada em The Flash #36.
Última atualização: 2 de setembro de 2026 — cronologia da minissérie sujeita a mudanças conforme novas edições sejam lançadas.
Toda vez que a DC reformula a Liga da Justiça, o fandom se divide entre “finalmente algo novo” e “cadê o Batman?”. Desta vez a discussão ficou ainda mais quente porque o motivo da reunião não é um vilão cósmico ou um deus caído: é o próprio Flash. Na prática, Ryan North transformou um dos heróis mais queridos da editora no problema que a equipe toda precisa resolver, e isso muda completamente a lógica de quem entra no time.
Wally West virou um problema sério — e não é exagero

Wally West nunca foi tratado como vilão. Pelo contrário, é um dos nomes mais respeitados sob o manto do Flash e já ajudou a salvar o Universo DC mais de uma vez. O que muda em The Flash #36 não é o caráter do personagem, mas o alcance do que ele é capaz de fazer quando decide usar toda a velocidade que tem.
Um detalhe importante: o roteiro não trata isso como “Flash ficou mau”. Trata como “Flash ficou imprevisível”, o que é bem mais assustador para quem precisa montar uma estratégia contra ele. Wally consegue atravessar uma cidade inteira em segundos, reagir antes que o adversário complete o movimento e, em tese, atacar várias frentes quase ao mesmo tempo. Contra isso, força bruta sozinha não resolve — e é exatamente aí que entra o raciocínio do Arqueiro Verde.
Por que reunir a equipe no Monte Everest?

Oliver Queen sabe que não tem poderes. Não é forte como o Superman, não tem os artefatos místicos da Mulher-Maravilha e muito menos consegue acompanhar a velocidade de Wally. O que ele tem é a capacidade de montar um plano — e o primeiro passo desse plano foi escolher onde a briga aconteceria.
O Everest funciona por dois motivos práticos. Primeiro, é um local isolado, longe de qualquer centro urbano, o que reduz (mas não elimina) o risco de vítimas civis caso o confronto saia do controle. Segundo, é um ambiente hostil o suficiente para nivelar um pouco o jogo: gelo, altitude e vento extremo afetam qualquer um, inclusive um velocista. Diferente do que muitos leitores imaginaram no primeiro momento, a escolha não é só cenográfica — ela tem função tática dentro da história.
Quem forma a nova Liga da Justiça

A formação reunida por Oliver Queen é enxuta, mas cada nome ali tem uma função clara dentro do plano. Veja o papel de cada um.
Arqueiro Verde: o estrategista sem superpoderes

Oliver é o único da equipe sem nenhum poder inato, e é exatamente por isso que ele lidera. Sem força ou velocidade para competir, sua vantagem está no arsenal: flechas que criam barreiras, liberam gases ou forçam Wally a seguir rotas específicas. Contra um adversário que reage em frações de segundo, cada flecha precisa ser pensada com antecedência — não dá para improvisar no meio do confronto.
Superman: o escudo que aguenta o primeiro golpe

Clark Kent entra como a peça de resistência. Ele não é necessariamente mais rápido que Wally em todos os cenários, mas sua durabilidade permite absorver ataques que destruiriam qualquer outro herói da lista. Na prática, é provável que ele sirva como distração inicial, segurando o impacto enquanto o resto da equipe executa a parte técnica do plano.
Mulher-Maravilha: experiência de guerreira, não só força

Diana traz algo que nenhum outro membro tem: décadas enfrentando adversários com poderes completamente diferentes entre si. O laço da verdade pode limitar os movimentos de Wally, ainda que acertar um velocista com um laço seja, na prática, um baita desafio. O real diferencial dela é ler padrões de combate — algo que só vem de experiência de campo, não de poder bruto.
Aquaman: o poder que ninguém espera nessa briga
Colocar Aquaman numa equipe anti-Flash soa estranho à primeira vista, mas Arthur Curry tem, em certas histórias, habilidades capazes de interferir diretamente no sistema nervoso de um oponente. Como a velocidade de Wally ainda depende do próprio corpo para funcionar, esse tipo de interferência física pode ser o único jeito de reduzir seu ritmo sem trocar socos com ele — uma estratégia arriscada e, sejamos justos, bem invasiva contra um antigo aliado.
Caçador de Marte: o inimigo que Wally não consegue ver
J’onn J’onzz talvez seja o nome mais importante do grupo, ainda que o menos óbvio. Invisibilidade, intangibilidade e telepatia contornam justamente a maior vantagem do Flash, que é reagir ao que consegue enxergar. Mais do que isso, a telepatia abre a possibilidade de a equipe não querer só deter Wally, mas entender o que está causando esse descontrole — o que muda o tom moral de toda a missão.
Red Tornado: controle de ambiente em silêncio
Red Tornado dificilmente decide a luta sozinho, mas correntes de vento fortes o suficiente para gerar turbulência ou levantar neve podem comprar segundos preciosos para o resto da equipe reagir. Contra um velocista, segundos valem mais do que parecem.
Tabela de diagnóstico: qual herói resolve qual problema
| Herói | Função contra o Flash | Ponto forte | Limitação real |
|---|---|---|---|
| Arqueiro Verde | Estratégia e controle de rota | Planejamento e arsenal versátil | Sem poderes; erro de cálculo é fatal |
| Superman | Resistência e distração | Durabilidade extrema | Não supera a velocidade de reação de Wally |
| Mulher-Maravilha | Contenção física e leitura de combate | Experiência de guerra | Dificuldade em acertar um velocista |
| Aquaman | Interferência física direta | Poder pouco explorado contra humanos velozes | Estratégia invasiva e eticamente questionável |
| Caçador de Marte | Furtividade e telepatia | Contorna a percepção visual do Flash | Depende de aproximação sem ser notado |
| Red Tornado | Controle de ambiente | Ganha tempo para a equipe | Baixo impacto ofensivo isolado |
Por que essa formação foge do padrão da Liga da Justiça
Quem acompanha os quadrinhos da DC há anos está acostumado a ver Batman, Lanterna Verde ou Ciborgue como presença quase obrigatória numa Liga da Justiça de destaque. Desta vez não é assim, e isso não parece acidente. Cada nome escalado tem uma função direta contra as características específicas do Flash — não é uma equipe “dos mais fortes”, é uma equipe “dos que resolvem esse problema específico”. Diferente do que muitos sites resumiram na cobertura inicial, a ausência de nomes como Batman parece intencional dentro do roteiro, não uma simples omissão editorial.
O Flash pode realmente ser derrotado?
Aqui vale uma ressalva honesta: nada na história garante que o plano do Arqueiro Verde vai funcionar. Wally continua com a maior vantagem possível contra qualquer equipe — a velocidade —, e se ele perceber a armadilha antes da hora, pode isolar cada herói individualmente antes que o grupo reaja como time. Em nossos anos acompanhando arcos parecidos na DC, esse tipo de confronto raramente termina com um “vencedor” claro; o mais comum é a história migrar para uma tentativa de entender a causa do descontrole, com o Caçador de Marte puxando esse fio pela telepatia.
Quando sai a continuação
The Flash #36 chegou às bancas e ao digital em 26 de agosto de 2026. A continuação, The Flash #37, está prevista para 23 de setembro de 2026 — data que pode sofrer atraso editorial, então vale conferir o calendário oficial da DC antes de se planejar para o lançamento.
Para quem quer acompanhar outros desdobramentos recentes do universo dos quadrinhos e da cultura pop japonesa e ocidental que cobrimos aqui no Hero Factory Brazil, vale conferir também nossa cobertura sobre o arco de Magneto e Apocalipse em X-Men ’97, o anúncio da trilogia animada Batman: Knightfall e a análise sobre o fim da mídia física da PlayStation anunciado pela Sony.
Veredito do Especialista
Para quem vale a pena acompanhar: fãs de longa data da Liga da Justiça que gostam de ver dinâmicas de equipe fugindo da fórmula “os mais poderosos juntos”, e leitores que curtem arcos com dilema moral em vez de simples soco-contra-soco. A escalação inusitada é justamente o ponto alto da minissérie até aqui.
Para quem NÃO vale a pena: quem espera uma leitura rápida e conclusiva pode se frustrar — a história claramente está construindo tensão para os próximos números, sem entregar respostas definitivas em #36. Também não é o melhor ponto de entrada para quem nunca leu nada sobre o Flash: várias referências à jornada recente de Wally são dadas como conhecidas.
Perguntas Frequentes
Quem faz parte da nova Liga da Justiça contra o Flash?
Arqueiro Verde, Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Caçador de Marte e Red Tornado, sob a liderança de Oliver Queen.
Por que o Flash virou uma ameaça na história?
Wally West passa a demonstrar um nível de velocidade e imprevisibilidade tão grande que outros heróis passam a vê-lo como um risco real, mesmo sem ele ser tratado como vilão.
Por que a equipe se reúne no Monte Everest?
O local isolado reduz o risco a civis e o ambiente extremo ajuda a equilibrar o confronto contra um velocista.
Quem escreve e desenha The Flash #36?
A edição é escrita por Ryan North, com arte de Gavin Guidry, cores de Adriano Lucas e letras de Buddy Beaudoin.
Quando sai The Flash #37?
A previsão é 23 de setembro de 2026, mas a data pode ser alterada pela editora.
O Flash é o vilão da história?
Não. Wally West continua sendo tratado como herói; o conflito nasce do descontrole de seus poderes, não de uma escolha vilanesca.
