Segunda parte da história do mangá

Segunda parte da história do mangá

A História do Mangá Parte 2: Das Raízes Budistas à Influência Moderna

O mangá, a milenar forma de arte sequencial japonesa, possui uma trajetória rica influenciada por tradições culturais e períodos históricos únicos. Nesta segunda parte da nossa série, mergulhamos na evolução desta arte: das sátiras antigas ao fenômeno global que conhecemos hoje.

Ilustração dos roteiristas mais famosos da história dos mangás
Os mestres que definiram a narrativa visual japonesa.

Origens Antigas e o Humor Budista

A história do mangá remonta a séculos, com raízes nas tradições budistas. O Choujiga, rolo pictórico que retratava animais humanizados em situações cômicas, é considerado um dos primeiros antepassados do que viria a ser o mangá. O humor e a sátira sempre foram os pilares dessa expressão artística.

Exemplo do primeiro mangá no japão e rolos pictóricos
As primeiras representações visuais de narrativa no Japão.

A Evolução na Era Kamakura (Séculos X ao XII)

Durante o período Kamakura, o mangá tornou-se mais elaborado. Obras como Gaki Zoshi e Jigoku Zoshi utilizavam o humor e o grotesco para retratar demônios e fantasmas, refletindo as tensões sociais e as guerras internas que o Japão enfrentava na época.

Demônios e Criaturas do Folclore Japonês

Representação de um Oni no folclore japonês aplicado ao mangá

Figuras como os Oni (demônios) e Kappa (criaturas aquáticas) são essenciais na narrativa visual nipônica. Essa integração entre o sagrado e o profano, o assustador e o cômico, influenciou diretamente mestres modernos como Shigeru Mizuki.

Obras que Moldaram a História do Mangá

ObraAutorImpacto Histórico
Astro BoyOsamu TezukaBase do estilo narrativo moderno (1952).
Dragon BallAkira ToriyamaPopularização global do gênero Shounen.
AkiraKatsuhiro OtomoRevolução da estética Cyberpunk mundial.
One PieceEiichiro OdaRecorde mundial de vendas e construção de mundo.

Perguntas Frequentes sobre a História do Mangá

1. Qual a diferença entre o mangá e os quadrinhos ocidentais?
Além da leitura da direita para a esquerda, o mangá foca mais na progressão cinematográfica e nas emoções dos personagens. Enquanto o quadrinho ocidental tende ao realismo anatômico, o mangá utiliza olhos grandes e expressões estilizadas para maximizar a conexão emocional.

2. Como os temas religiosos aparecem nos mangás?
A religião no Japão (Xintoísmo e Budismo) é integrada de forma fluida. Mangás usam rituais, deuses e filosofias existenciais como elementos de fantasia ou crítica social, sem o peso dogmático comum no ocidente.

3. O mangá sempre foi popular no Japão?
Sim, mas a explosão industrial ocorreu no pós-guerra (1945), quando as revistas semanais se tornaram o principal entretenimento acessível para a população em reconstrução.

A história do mangá é uma jornada fascinante que continua a ser escrita a cada novo capítulo lançado. Qual desses períodos históricos você acha mais interessante?Quem somos
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